F.É.R.I.A.S
Serão apenas 15 dias, mas eu nunca desejei tanto essas 360 horas de descanso, passeios, sonecas no sofá, sonecas pela manhã etc. etc.
Enfim, volto quando possível :)
Segunda-feira, Julho 13, 2009
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Sally Owens
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Sexta-feira, Julho 10, 2009
Só mais oito horas
Então é isso: eu só preciso suportar mais oito horas.
Só mais oito horas de caras feias, mal humor sem motivo, manias irritantes e indiretas afiadas. Só mais oito horas de verdades absolutas e vazias, de palavras ditas de forma impulsiva e injusta, de cobranças ansiosas e nada profissionais.
Só mais oito horas e, depois, eu terei 360 horas inteiras para lamber minhas feridas, me curar, me reestabelecer, ver os arranhões cicatrizarem.
Só mais oito horas para o dia nascer feliz novamente.
Acho que eu posso dar conta disso.
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Sally Owens
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10:52
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Terça-feira, Julho 07, 2009
A face do fracasso
Eu sou uma pessoa que não mede esforços para me auto-destruir. Sério. Sou incrivelmente capacitada para me humilhar, pisotear, brigar, denegrir, machucar, magoar, fazer sofrer. Minha única incapacidade é a de me perdoar.
E assim eu vou vivendo, tentando não cortar os pulsos vez outra... ok, ok, isso é muito drama. Eu já fui pior, muito mais crítica e chata comigo mesma, mas, depois de uns nove anos de terapia, eu posso dizer que esse lado psicótico da minha personalidade está sob controle.
O problema é que nem todos deixam esse lado sanguinário sob controle. E, às vezes, tipo, agora, uma pessoa assim passa a fazer parte do meu círculo de convivência.
Deixar de conviver é impossível - não vou dar nome aos bois, mas é impossível e pronto. Mandar a pessoa para um terapeuta seria até viável - se a criatura aceitasse que, bom, precisa de ajuda para domar essa personalidade transtornada.
A verdade é que essa pessoa é uma boa pessoa. Muito legal. Mas tme uma ansiedade tão maluca e insana que transforma um cachorrinho simpático em um feroz dragão de komodo - assim, para usar uma analogia leve.
E aí, o meu lado "dragão de komodo" se agita toda vez que encontra com essa pessoa. Ou seja, quase sempre. E o monstro que eu demorei tanto tempo para colocar em grossos e resistentes grilhões começa a puxá-los, ensandecido, tentando a todo custo se libertar.
Vez por outra, ele consegue liberar uma pata e me arranha inteira por dentro.
E quando isso acontece, eu venho aqui e começo a contar essas histórias malucas sobre ansiedade, mente psicóticas e dragões de komodo.
Porque eu simplesmente não suporto mais ouvir dentro de mim a frase "Você fracassou". Mesmo quando aconteceu de fato... eu sou só humana.
Uma humana bem apetitosa, pelo que o dragão aqui está me contando.
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Sally Owens
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11:54
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Segunda-feira, Julho 06, 2009
Segunda
Depois de uma noite mal-dormida, um pesadelo agonizante e uma TPM que não arreda pé, eu decidi levantar da cama.
Uma hora mais cedo do que o normal, porque hoje o dia seria... complicado, para dizer o mínimo.
E cá estou eu, escrevendo sem parar, com dor no pulso e nas costas. Mas contando os dias para as férias.
Isso sim, é uma boa maneira de se começar a semana :)
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Sally Owens
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14:13
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Sexta-feira, Julho 03, 2009
Da sexta-feira
Hoje era para ser um dia feliz, não fosse o fato de que eu saio de férias daqui uma semana exata - outra coisa que seria muito mais feliz, mas o caso é que isso significa trabalho dobrado.
Para melhorar, descobri hoje que não teremos o feriado de 9 de julho. Por que é que eu escolhi ser jornalista, mesmo?
Ah, tá. Acho que era pelo glamour de trabalhar nos horários mais estranhos - mas eu esperava ganhar por isso também.
Enfim... eu ando meio resmunga por esses dias, mas acredito que as férias vão dar jeito nisso ;)
Aliás, para quem ainda não comprou, vai a dica: Amanhecer, da Stephenie Meyer, é MUITO bom.
Bom findi!
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Sally Owens
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18:15
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
Quando a moral vira uma grande espiral retorcida
Estava lendo hoje uma notícia sobre o desenrolar de um assassinato que aconteceu em novembro passado aqui em São Paulo, no bairro da Vila Madalena. Uma psicóloga da Unifesp foi assassinada ao chegar em casa assim, sem mais nem menos. A hipótese de roubo foi levantada, mas depois percebeu-se que foi uma execução.
O crime foi bem planejado, a julgar pelo andamento das investigações, que estão demorando para aparecer com novas revelações. Hoje saiu a notícia que o motorista da moto que levava o assassino foi preso no litoral. Ele afirma ter recebido R$ 2 mil para pilotar a moto e disse que "achou" que fossem "só" roubar o carro da pessoa, e não matá-la. Se disse arrependido, não sabe quem foi o mandante, enfim...
Isso me lembrou dos estudos iniciados por Stanley Milgram e que depois foram replicados no mundo todo durante anos. Nesses experimentos, os voluntários tinha o poder de dar choques elétricos em supostos voluntários (na verdade, atores) caso estes não respondessem à algumas perguntas da forma correta. Na média, 70% das pessoas continuavam a dar choques, até mesmo acima dos 450 volts, para obter uma resposta certa. Claro, os atores não recebiam o choque, mas fingiam a dor e o sofrimento. Todos eles diziam sempre a mesma coisa: estavam obedecendo ordens.
Aparentemente desconexas, essas duas situações são, sim, parecidas. Simplesmente porque as duas mostram que a moral humana pode ser distorcida de forma quase instantânea. Causar dor ao próximo é errado e condenável, mas se for para um "bem maior" ou se for apenas uma ordem a ser cumprida, pode. Matar alguém é errado, mas ajudar a roubar o carro da vítima, pode.
Todos são delitos, mas quando se tem uma explicação plausível, uma moral distorcida por uma lógica sombria, pode.
É por isso que eu tenho muito medo do lado escuro que todo ser humano carrega dentro de si...
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Sally Owens
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12:26
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Quarta-feira, Julho 01, 2009
Eu sei, eu sei...
... que esse vídeo já é conhecido há séculos na internet, mas, por uma incrível coincidência do dia, eu acabei vendo de novo e, putz... não contive as lágrimas.
Então, para lembrar que ainda é possível sentir alguma coisa mágica nessa vida, aqui vai ele de novo. Enjoy :)
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Sally Owens
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12:08
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Terça-feira, Junho 30, 2009
Mantra
Hoje será um dia bom. Hoje será um dia bom. Hoje será um dia bom. Hoje será um dia bom.
Hoje. Dia. Bom.
Dia bom. Hoje.
Bom dia. Hoje.
Hoje TEM que ser um dia bom.
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Sally Owens
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11:44
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Sexta-feira, Junho 26, 2009
... e o Michael se foi
Engraçado como as coisas funcionam nessa vida. Quando Michael Jackson era vivo, tudo o que eu ouvia eram notícias sobre sua vida excêntrica, sua personalidade um tanto quanto confusa e uma vida repleta de confusões com a justiça americana.
Agora, eu só ouço que ele era "o rei do pop".
É a velha história: só se dá valor quando se perde. Mas eu não me coloco de fora disso, não. Eu tive anos e anos para comprar cds e baixar as músicas dele no meu iPod, mas nunca o fiz. E agora que ele morreu, e que as rádios não tocam outra coisa, eu comecei a relembrar o tantão de músicas dele que eu adoro.
Além de "I'll Be There", "Thriller", "Beat It", "Black or White" e "Do You Remember", entre outras, tem uma que eu AMO incondicionalmente porque fez parte da minha infância (muito embora o disco tenha sido lançado no ano em que eu nasci - mas meus tios adoravam os discos do cara, então...): "Billie Jean".
E é com essa música que eu presto aqui minha homenagem. Não, eu não era tão fã de Michael, mas ele sem dúvida fez parte de uma grande parte da minha vida :)
"Billie Jean", Michael Jackson
She was more like a beauty queen from a movie scene
I said don't mind, but what do you mean I am the one
Who will dance on the floor in the round
She said I am the one who will dance on the floor in the round
She told me her name was Billie Jean, as she caused a scene
Then every head turned with eyes that dreamed of being the one
Who will dance on the floor in the round
People always told me be careful of what you do
And don't go around breaking young girls' hearts
And mother always told me be careful of who you love
And be careful of what you do 'cause the lie becomes the truth
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
For forty days and forty nights
The law was on her side
But who can stand when she's in demand
Her schemes and plans
'Cause we danced on the floor in the round
So take my strong advice, just remember to always think twice
(Do think twice)
She told my baby that's a threat
As she looked at me
Then showed a photo of a baby cries
Eyes would like mine
Go on dance on the floor in the round, baby
People always told me be careful of what you do
And don't go around breaking young girls' hearts
She came and stood right by me
Then the smell of sweet perfume
This happened much too soon
She called me to her room
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
She says I am the one, she says he is my son
She says I am the one
Billie Jean is not my lover
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Sally Owens
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18:31
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Marcadores: michael jackson
Quarta-feira, Junho 24, 2009
Das necessidades de hoje
Descobri que preciso de um diário. Urgentemente. Ok, eu também precisaria de tempo para escrever nele de forma constante. Mas deixa essa para depois - uma necessidade de cada vez.
Por algum tempo, achei que este blog fosse uma espécie de diário. Um lugar onde eu produzia textos que, de uma forma meio cifrada, dizem muito sobre o que eu sou, o que eu sinto, o que eu estou pensando naquele exato momento.
Mas hoje, bateu uma necessidade forte de não falar aqui. De não exercitar a minha criatividade e de não escrever um texto cifrado (uma certa ilusão, na verdade, porque quem me conhece entende tudo certinho).
Hoje, eu queria escrever de verdade.
Falar dos meus sentimentos mais escuros, mais sombrios. Falar de como eu sou egoísta, encrenqueira, complicada. De como eu adoro criar problemas onde eles não existem; de como eu amo criar expectativas exageradas que, inevitavelmente, naufragam pouco tempo depois. De como eu adoro mandar nas pessoas, estar certa 100% das vezes e brigar por coisas imbecis e sem sentido.
Eu queria, mesmo, revelar esse meu lado negro. Essa parte de mim que eu posso até dizer, é podre. É suja. Eu não gosto mesmo de mostrá-la; mas hoje, só hoje, eu queria MUITO revelar essa face horrível de forma gritante e escancarada.
Porque eu cansei de deixar para lá, de esquecer ela escondida em algum canto da minha personalidade, de me manter uma boa menina e relevar todo o nervosismo e a ânsia que ela me provoca.
Portanto, eu queria, muito, um diário. Porque ele, apesar de inanimado, entenderia cada letra, cada expressão imunda que eu escrevesse. Sem reclamar. Sem se chocar. Sem se magoar.
Acho que vou passar em uma papelaria.
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Sally Owens
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19:13
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